Afinal, como o estresse pode afetar a pele?

Ressecamento, acne e até crises de psoríase são alguns dos problemas que tendem a se manifestar quando convivemos com um alto nível de estresse

Um mecanismo de defesa natural do organismo pode se tornar um vilão. É o estresse, desencadeado quando uma pessoa passa por situações que envolvem ameaça, medo ou confronto — ou seja, episódios com acidentes, doenças e mesmo cobranças excessivas. Um estudo realizado pela Associação Internacional de Gerenciamento de Estresse – Brasil (Isma-BR) em 2017 já apontava que 70% dos brasileiros tinham ou estavam com sintomas relacionados ao estresse.

A questão é que, quando ele fica contínuo e fora de controle, pode afetar a saúde de várias maneiras, repercutindo inclusive no maior órgão do corpo humano, a pele.

Tudo porque a tensão ativa uma superprodução de cortisol, hormônio, que ao lado da adrenalina, consegue entrar em contato com receptores hormonais da pele, favorecendo a inflamação, o ressecamento e, em algumas pessoas, estimulando a produção de sebo e o aparecimento da acne.

Outras doenças podem ser desencadeadas ou agravadas sob estresse, como vitiligo e urticária crônica, ainda mais se a pessoa tem predisposição genética.

Então o que podemos fazer para melhorar a condição da nossa pele? A questão é muito mais complexa do que se imagina e vai depender de particularidades e das doenças de cada um.

O ideal é descobrir as raízes do estresse e de que maneira ele interfere na sua pele e ter consciência de que os cuidados com ela são diários e constantes. Muitas vezes, uma mudança de humor (assim como uma alimentação desregrada ou mesmo o uso de roupas apertadas) é o estopim para um desequilíbrio e se torna o convite para um problema aparecer ali.