As armadilhas do inverno para o controle de peso

Uma porção de gente acredita que o corpo gasta mais energia nessa época do ano. Não é bem por aí...

O inverno chegou e, com ele, aquelas comidas saborosas, aromáticas e quentinhas. Ao mesmo tempo, a queda da temperatura faz o nosso apetite se modificar. Já reparou como as saladas, tão apreciadas no verão, muitas vezes não nos apetecem no inverno?

O interessante é que frequentemente ouvimos que gastamos mais energia nessa estação do ano e, por isso, não precisamos ter tanto medo de engordar ao degustar comidas mais gordurosas. Mas atenção: acreditar nisso pode te levar a uma cilada, capaz de atrapalhar a perda e/ou a manutenção do peso. Essa colocação só seria verdadeira se a gente vivesse ao relento, dependendo basicamente de nossas reservas para preservar a temperatura corporal.

De onde surgiu essa ideia?

Se estivermos desprotegidos e expostos a um clima gélido, nosso organismo de fato irá promover alguns mecanismos para tentar ajustar a temperatura e não deixar o corpo esfriar. Nesse contexto, nossos músculos eretores dos pelos são estimulados e começamos a tremer, por exemplo – são tentativas de produzir mais calor.

Agora, vem a pergunta: no inverno, você realmente passa frio ou está sempre agasalhado e abrigado? Esse é o ponto. Raramente estamos expostos a baixas temperaturas, sem nenhum tipo de isolamento.

No inverno, também temos menos estímulos para deslocamentos a pé ou prática de atividade física mais prolongada no ambiente aberto, o que contribui, na verdade, para um menor gasto energético.

Logo, a hipótese de gastar mais energia no inverno não se aplica à nossa vida nos dias de hoje.