Novembro Azul: novidades sobre o câncer de próstata

Há boas notícias sobre possíveis tratamentos para esse tumor. Mas também temos motivos para preocupação, principalmente quanto ao diagnóstico

O Novembro Azul é destinado à conscientização sobre o câncer de próstata e à saúde masculina em geral. Para iniciar esse mês, a Saúde Abril traz pesquisas recentes sobre o assunto. Algumas nos deixam otimistas, enquanto outras causam preocupação.

1. Os homens precisam se preocupar mais com o câncer de próstata

De acordo com uma investigação do Instituto Vencer o Câncer (IVOC), com apoio da Bayer, há um aumento do número de mortes e internações ocasionadas pela doença. Entre 2009 a 2018, foi registrado um crescimento de 44,4% nas hospitalizações por câncer de próstata no SUS, com uma média de mais de 7 mil internações por ano. Há sinais de que isso seja resultado de um diagnóstico tardio.

“É importante deixar claro que o câncer de próstata é silencioso. De 70 a 80% dos pacientes não têm sintomas”, pondera o urologista e oncologista Bruno Benigno, médico do Hospital Alemão Oswaldo Cruz. Esperar desconfortos físicos darem as caras para só então buscar apoio favorece o diagnóstico tardio. E isso minimiza a chance de cura.

2. A vigilância ativa ganha espaço

Há casos de câncer de próstata menos agressivos. Para eles, uma opção é adotar a vigilância ativa — o médico acompanha o paciente de perto, inclusive com exames frequentes, e só inicia um tratamento se a enfermidade progredir.

3. Vale a pena ficar atento à alimentação

Que fique claro: não há evidências que apontem virtudes claras de um ou outro nutriente específico para prevenir esses tumores. Nem o licopeno do tomate, segundo a última revisão sistemática do Instituto Cochrane, demonstrou benefícios sozinho.

4. Um teste específico pode ajudar no diagnóstico precoce de recaídas

O PET-CT é um exame de imagem moderno. Resumidamente, o paciente ingere uma substância que viaja até o câncer e que é detectável com uma tomografia especial. Com isso, dá para vasculhar o corpo em busca de tumores, o que é ótimo para verificar se a doença se espalhou ou se respondeu bem a um medicamento.

Mas, claro, ainda há muito estudo pela frente antes de cravar qualquer coisa.