A internet está tóxica! E isso pode mexer com a nossa saúde mental

Críticas podem virar discurso de ódio nas redes sociais, gerando problemas emocionais e sociais. Como se blindar e não cair nesse tipo de comportamento?

De forma geral, todo mundo sabe que a internet não é lá o lugar mais saudável do mundo.

Ao longo dos anos, ela tem se mostrado uma faca de dois gumes: ao mesmo tempo que facilitou o acesso à informação, abriu as portas para a desorientação e as fake news. Instaurou novos hábitos e riscos, mudando a forma de realizar operações bancárias e comprar produtos, mas também dominando nossos dados pessoais e servindo como armadilha para golpes.

Por meio das redes sociais, a internet criou espaço para comunidades e trocas incríveis, só que, em paralelo, deu vazão à intolerância e ao discurso de ódio, representados na figura dos trolls (gente que causa deliberadamente confusão no ambiente online) e dos haters (os promotores do ódio).

Claro, isso não acontece porque a internet em si é ruim. Ela é, antes de mais nada, um meio, uma plataforma. Mas as redes sociais, em particular, têm um potencial de induzir comportamentos muitas vezes desmedidos em frente às telas, sem falar no seu aspecto viciante, como acusam alguns estudos.

Aprender a controlar os impulsos, resolver traumas e ter uma autoestima que não dependa da validação dos outros ajuda não só a acolher a opinião alheia, ainda que você não concorde com ela, como a diminuir o ódio propagado nas mídias sociais.

É preciso ficar claro que, infelizmente, o hater nunca vai sumir do mapa. Mas isso não significa que cada um de nós, revendo os comportamentos, não possamos fazer a nossa parte, contribuindo para uma comunidade virtual mais saudável.