Um roteiro para a prevenção do suicídio

Manual brasileiro traz orientações para lidar com o chamado comportamento suicida

Tentar se matar, consumar esse ato ou mesmo idealizá-lo e planejá-lo ativamente: todas essas atitudes se enquadram na definição de comportamento suicida. E não é fácil conter nenhuma delas, principalmente sem uma orientação baseada em evidências científicas. Daí o porquê de a Associação Brasileira de Psiquiatria (ABP) ter criado a primeira diretriz nacional sobre o tema.

Embora seja mais voltada a profissionais de saúde, ela oferece informações valiosas a toda a população, como o que fazer diante de sinais preocupantes. “O acolhimento é imprescindível, mas o que salva vidas é encaminhar a pessoa a um serviço médico especializado”, afirma o psiquiatra Antônio Geraldo da Silva, presidente da ABP.

Fatores de risco

- Abuso de álcool, cigarro e outras drogas

- Histórico de suicídio entre familiares

- Transtornos de imagem corporal

- Maus-tratos na infância

- Violência na comunidade

- Automutilação frequente

Fatores de proteção

Elementos que inibem o comportamento suicida

Alta conexão com a escola: estar próximo de um ambiente educativo saudável e manter boas relações com professores e colegas confere segurança.

Sono adequado: não menospreze a cama. Dormir bem ajuda a regular o funcionamento dos neurônios, afastando desordens psíquicas.

Resiliência: a habilidade de encarar circunstâncias negativas sem perder o prumo é um diferencial que pode ser treinado com o auxílio de especialistas.

Prevenção

Nesse quesito, o manual traz um conceito amplo. Ele inclui medidas como controlar o estresse, repousar o suficiente e desenvolver o suporte familiar.

Posvenção

Os familiares e amigos próximos vão precisar de apoio para não acabarem manifestando comportamentos suicidas. Essa ajuda deve vir de todos os cantos: profissionais, escola, entes queridos…