Seria possível reverter o envelhecimento da pele?

Médica comenta pesquisa que testou moléculas capazes de agir nas células da pele e regredir danos causados pelos raios solares e a idade

O uso diário do protetor solar é fundamental para prevenir danos causados pela radiação ultravioleta (UVA) à pele. Sabemos que o filtro ajuda a evitar a ativação de enzimas que corroem as fibras de colágeno que sustentam esse tecido, o que resulta em rugas e flacidez, e a nos proteger de danos no DNA das células, que dão origem ao câncer de pele.

Mas a atuação do protetor é apenas preventiva. Ele não atua no combate aos danos cumulativos já estabelecidos. E isso motiva uma busca incansável entre os cientistas: como reverter esses danos?

Pesquisadores desenvolveram e testaram dois compostos capazes de resguardar as camadas mais profundas da pele contra a radiação solar de uma maneira inovadora. Mais do que isso, essas substâncias podem, uma vez incorporadas a cosméticos ou tratamentos, ajudar a retardar e a regredir lesões relacionadas ao envelhecimento cutâneo.

No estudo, realizado através da exposição da pele de ratos e de células da pele humana à radiação UVA, as moléculas criadas em laboratório protegeram a pele de forma diferente dos filtros solares tradicionais. Elas foram capazes de penetrar a fundo no tecido cutâneo, atingindo as mitocôndrias, estruturas que geram a energia das células. E conseguiram fornecer um combustível alternativo às células da pele quando elas se encontram estressadas pela radiação.

No detalhe, os cientistas observaram que os compostos atuam sobre uma proteína que regula o uso de energia da célula e sobre um conjunto de genes que ajudam a poupar a pele dos danos do envelhecimento. É como se essas novas substâncias pudessem dar um gás extra à pele.

Até os frutos dessa linha de pesquisa se tornarem realidade, porém, nosso conselho é continuar apostando nas medidas consagradas de proteção à pele. E uma das principais é usar diariamente o protetor solar.