Câncer de ovário: desafios no diagnóstico e inovações no tratamento

No dia dedicado à doença, médica explica o que dificulta a detecção precoce do problema e os principais avanços em seu tratamento

O Dia Mundial de Conscientização do Câncer de Ovário foi instituído a partir de 2013 para aumentar a visibilidade sobre essa doença desafiadora, que ainda é cercada de tabus.

O câncer de ovário costuma ser silencioso e não há um exame específico de rastreamento que nos permita fazer a detecção precoce. Esses são fatores preocupantes, que ajudam a entender por que 75% das pacientes são diagnosticadas em estados avançados.

À medida que o tumor cresce, a mulher pode sentir pressão, dor ou inchaço no abdômen, na pelve, nas costas ou nas pernas, gases e mudanças na atividade intestinal (constipação ou diarreia) e cansaço constante.

Até pouco tempo, a linha de tratamento do câncer de ovário restringia-se à cirurgia de retirada do tumor e à quimioterapia, prescritas em momentos diferentes e eventualmente de forma cíclica. Mas uma nova classe de medicamentos, os inibidores de PARP, vêm mostrando resultados positivos a pacientes com câncer em estágios mais avançados (classificadas nos estados III e IV) e àquelas com recorrência da doença que não responderam a outro tipo de tratamento.

O uso dos inibidores de PARP pode beneficiar mulheres com ou sem mutações nos genes BRCA 1 e BRCA 2, situação que aumenta o risco de desenvolver a doença.

Apesar do avanço da ciência e da incorporação de tratamentos oncológicos transformadores, ainda existe um impasse quando falamos em acesso. Infelizmente, há uma barreira que retarda a utilização de medicamentos promissores em mulheres que poderiam ter grandes benefícios. E, com o câncer de ovário, não é diferente.

Informar-se, manter as consultas ginecológicas de rotina e, em caso de diagnóstico, estreitar contato com os médicos e as associações de pacientes são caminhos para que o problema não imponha seus custos à qualidade de vida.

Fonte: Saúde Abril