Alergia alimentar: ela está mais comum, mas nem tudo é culpa dela

Nossa colunista esclarece as manifestações dos diferentes tipos de alergia e a importância do diagnóstico correto para controlá-la sem prejuízos à criança

Você deve conhecer alguém que tem alergia alimentar. As alergias alimentares, de fato, estão mais prevalentes, mas também há outras reações adversas causadas por alimentos que acabam se confundindo com elas. Uma comida estragada pode provocar intoxicação ou infecção, algo que é mal digerido leva a uma intolerância, assim como uma proteína potencialmente alergênica pode ser mal interpretada pelo sistema imune e disparar uma alergia.

Em circunstâncias normais, as proteínas são reconhecidas e o alimento é tolerado. Na alergia alimentar, no entanto, essa mesma proteína é vista como uma ameaça e o sistema de defesa do organismo desata uma reação anormal para combatê-la. Isso leva a manifestações que podem ocorrer na pele, no trato gastrointestinal, no aparelho respiratório ou até mesmo serem sistêmicas.

Para que não se faça restrição alimentar sem necessidade, dois cuidados são importantes: precisão no diagnóstico e acompanhamento médico para monitorar a remissão do problema. Enquanto necessária, e somente se necessária, a dieta de exclusão do alérgeno tem de ser seguida. E, aí, o nutricionista trabalha para minimizar o risco nutricional e o impacto social que a restrição traz para o paciente e sua família.